Uma Nova História...

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Quando eu era menina amava colecionar papel de carta.Colecionar papel de cartas nas décadas 80 e 90 era o sonho de todas as meninas. Lembro-me como se fosse hoje a disputa acirrada entre as meninas para ter uma pasta cheia de papeis de carta de todos os modelos e tamanhos. Na maioria das vezes não escrevíamos nada neles, afinal eles eram tão bonitos e importantes para se escrever neles. Eu e a maioria das minhas amigas, só os usávamos para enviar  a alguém muito especial e em uma data muito especial. E quando a gente escrevia em um deles que já era personalizado, a gente ainda enchia de coraçõezinhos e purpurina. 
Na verdade não consegui fazer uma grande coleção, porque o que eu mais gostava de fazer mesmo, era escolher o papel de carta mais bonito e escrever os meus sonhos. Aquelas linhas pareciam mágicas e davam asas a minha imaginação... Ali eu conseguia escrever quem eu era e quem eu gostaria de ser... Eu enchia aquelas linhas de sonhos e sonhos e de purpurina, pois afinal os os meu sonhos precisavam ter  muito brilho.
Vivemos em uma época de sonhos escassos. O imediatismo tirou-nos o que nos fazia escrever - os nossos sonhos. Vivemos a geração do aqui e agora. Porque sonhar com um casamento feliz se pode ter prazer passageiro? Porque pensar em uma profissão se pode ter dinheiro fácil? Porque sonhar já que é tão difícil conquistar? Este é o pensamento de muitos que já não sonham, que não buscam seus ideais, que vivem só o aqui e agora, que não ousam sonhar e acreditar. 
A historia de José do Egito teria um outro desfecho  se ele não tive ousado acreditar em seus sonhos. Seus irmãos tentaram matar os seus sonhos lançando-o numa cova, tirando a sua visão e as suas expectativas. Mas ele não desistiu de sonhar.
Houve um tempo em minha vida que me senti como José. Me lançaram em uma cova e limitaram a minha visão. Dentro daquela cova eu não conseguia  enxergar os sonhos de Deus. A unica coisa que eu conseguia ver era que a minha chamada tinha chegado ao fim, que os homens tinham me rejeitado pelo único fato de ser mulher. Com o coração frustrado e ferido, cheguei a crer que eles tinham conseguido matar os meus sonhos, que os sonhos que Deus colocou em meu coração e eu os escrevia em meus papeis de carta estavam mortos. Até que um dia, Deus me tirou da cova e me disse: “Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Rm. 11:29), levanta e volta a escrever. Então levantei e comecei a escrever e então percebi que os meus sonhos que já estavam mortos começaram a ressurgir um a um. Que os sonhos que estavam enterrados nas profundezas do meu coração começaram a ressuscitar quando Jesus disse: Sai para fora! Naquela manhã, senti Jesus me tocando, curando as minhas feridas e ressuscitando os meus sonhos e escrevendo para mim uma nova história.
Uma nova historia onde eu voltaria a sonhar, e  acreditar que os planos de Deus ninguém pode frustrar " Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum de seus planos podem ser frustrados" ( Jó 42.2)
Acredite em seus sonhos, àqueles que Deus colocou em seu coração.Não desista deles. Acredite que Deus pode ressuscitar os sonhos que estão mortos, enterrados debaixo dos destroços, das ruínas. Abra o teu coração, pois Ele chama para fora os teus sonhos e te fazendo mais que vencedor em Cristo Jesus nosso Senhor.


Adriana de Paula





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4 comentários:

  1. não devemos deixar ninguém roubar nossos sonho, devemos crer, esperarem Deus e aguardar EM SILENCIO A VITÓRIA DO SENHOR , FAZER NOSSA PARTE E DEIXAR DEUS AGI NO MOMENTO DELE UM FORTE ABRAÇO AMIGA, EU TAMBÉM COLECIONAVA PAPÉIS DE CARTA QUANDO MENINA RSRSR BEIJO NO CORAÇÃO ADRIANA.

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  3. Hoje estou vivendo uma nova história com o nascimento do meu filho James. Nasceu dia 04 de setembro, e está com um mês e meio. Enche meus dias de alegria quando vejo seu sorriso, mesmo quando estou triste e vejo que ele sorri pra mim, vejo a beleza de Deus em seus olhos, em seus traços perfeitos. Acredito que Deus tem muito a me ensinar até mesmo através do meu bebê.
    Papeis de carta? Colecionei também por muitos anos, eram lindos^^

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  4. Olá Adriana,
    sou casada e mãe mais,
    tenho até hoje minha coleção de papel de cartas.
    Não podemos deixar os nossos sonhos morrer.
    Um abraço e que Deus a abençoe sempre.

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