Dia da Mulher - Mulher Amada

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     A Bíblia é repletas de histórias de mulheres que foram Amadas e  Aceitas por Deus. Em uma época em que as mulheres eram desvalorizadas, discriminadas e rejeitadas pelo simples fato de terem nascido mulher, elas foram alvo do infinito amor de Deus.
       Deus não faz acepção de pessoas
       “Pois o vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas;” (Dt 10.17)
        Ele valoriza as mulheres da mesma forma que valoriza ao homens. Nas escrituras, vemos Deus constantemente revelando o Seu amor e preocupações com as mulheres independentemente da cultura, da condição social e econômicas em que elas viveram.
         Jesus viveu em uma época em que os homens de todas as culturas consideravam a mulher inferior, como uma pessoa de segunda classe.
        Alvin Schmidt em seu livro Como o cristianismo mudou o mundo nos dá uma ideia da condição da mulher do mundo antigo:
        Na Grécia antiga, uma mulher respeitável não tinha permissão para sair de casa a menos que ela estivesse acompanhada por um acompanhante masculino confiável. Não era permitido a mulher comer ou interagir com pessoas do sexo masculino... Os homens mantiveram suas esposas a sete chaves, e as mulheres tinham o status social de um escravo. As meninas não eram autorizadas a ir para a escola, e quando cresciam não podiam falar em público.
        ...O estatuto da mulher romana também era muito baixo. O direito romano colocou a mulher sobre o controle absoluto de seu marido, que tinha a posse dela e todas as suas posses. O homem poderia se divorciar de sua mulher se ela saísse em público sem o véu. O marido tinha poder de vida e morte sobre sua mulher, assim como seus filhos...
        As mulheres judias não tinham um tratamento muito diferente das gregas e das romanas, sofriam as mesmas pressões. Elas não podiam falar em público, não podiam testemunhar em um tribunal, pois não eram consideradas testemunhas confiáveis. Não podiam ler o Torá em voz alta e eram excluídas da adoração.
        Para nós mulheres ocidentais é quase incompreensível pensar que um dia mulheres em todo o mundo viveram de forma tão sub-humana e muito aquém dos propósitos de Deus para suas vidas. Porém não é muito diferente do que muitas mulheres ainda vivem nos dias atuais em alguns países islâmicos, pois em pleno século XXI ainda lhes são negados muitos direitos. Na Arábia Saudita, por exemplo, as mulheres não podem dirigir. O quê?! Sim, às mulheres é vedado o direito de conduzir um automóvel. O casamento é arranjado pela família, e até algum tempo atrás elas não podiam estudar e trabalhar em alguns campos, como engenharia e arquitetura por exemplo.
      Apesar de todas essas diferenças elas são muito parecidas conosco, afinal são mulheres, e como todas as mulheres, elas desejam sentir-se amadas e aceitas.
Toda a mulher independente da época em que viveu, da cultura e da condição social, deseja ser aceita e amada.
       Foi neste contexto de acepção, discriminação, desprezo e violência à mulher, que Jesus Cristo surgiu de uma forma revolucionária, trazendo valor e dignidade.
       Jesus violou todas as convenções de sua época para demonstrar o seu amor para com a mulher.
       Ele entrou em uma cidade e rompeu todas as barreiras culturais para conversar com uma mulher.
       Ele parou em meio a uma multidão quando sentiu um toque cheio de fé de uma mulher.
       Em uma ocasião, Ele levantou-se em defesa de uma mulher apanhada em adultério.
       Ele entrou em uma sinagoga, em um dia de sábado para libertar uma mulher que há mais de dezoitos anos era prisioneira de satanás.
        Ele as amou e as aceitou.
        Ele também te ama e te aceita. Você é uma mulher amada e aceita por Deus, não importa quem quer que você seja, onde quer que você more, qualquer que seja a cor da sua pele, dos seus olhos e dos seus cabelos, da sua idade ou do seu grau acadêmico, Deus te ama como você é, ele te ama pelo simples fato de ter te criado para te amar.

*Trecho do livro Mulheres Amadas e Aceitas por Deus.
Adriana de Paula.



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